3/7/08
O panorama da eleição para prefeito do RJ
Promete ser acirrada a disputa entre os que têm a pretensão de ocupar a cadeira de prefeito do Rio de Janeiro a partir do próximo pleito eleitoral.
Apesar de não ter iniciado oficialmente a campanha, que será somente a partir de 06 de julho, todos os pré-candidatos já se articulam negociando alianças com outras legendas para aumentar seu tempo de propaganda na televisão, espaço necessário para divulgação da sua plataforma de governo junto ao eleitorado. Mesmo sabendo que o efeito da televisão nas campanhas eleitorais vem se modificando muito através dos anos, ainda assim, dispor de um tempo básico de TV é fundamental, enquanto que não tê-lo é mortal.
Não é preciso ser um experto em pesquisas eleitorais para avaliar a situação de todos os pré-candidatos na corrida eleitoral aqui em nosso Estado. Basta visualizarmos melhor o quadro geopolítico da cidade do Rio para percebermos a existência de dois blocos de eleitores muito distintos entre si.
No primeiro se encontram os eleitores que estão espalhados por toda a cidade onde a proporção daqueles de menor nível de renda e instrução é maior.
No segundo os eleitores estão concentrados em áreas de classe média e de maiores níveis de renda e instrução.
Ciente de que é a dinâmica da campanha que vai dizer quem estará no segundo turno, e longe de mim querer ser descortês com alguns dos pré-candidatos, ainda assim, me permito arriscar um palpite em três que possivelmente irão seguir para a segunda fase: são eles, Eduardo Paes (PMDB), Marcelo Crívella (PRB) e, correndo por fora, Solange Amaral (DEM), com menores chances, mas em condições melhores do que os outros concorrentes como o do PV, PC do B, PSOL e PT.
Não podemos deixar de considerar que são três pré-candidatos que obterão apoio de máquinas públicas, um deles da esfera estadual, o outro da federal e a terceira da municipal.
Como dizem, a “briga” será de “cachorro grande”.
Todos, portanto, com as mesmas oportunidades de se tornarem vitoriosos.
Agora, é preciso muita calma nessa hora, ou seja, estamos às portas de uma eleição municipal em que toda forma de calúnia, injúria ou difamação será colocada em prática pelos adversários. Atitude lamentável, mas que parece já se fazer presente e natural no meio político do nosso país.
E como exemplo disso, se faz necessário comentar, e aqui não pretendo entrar muito no mérito da questão, sobre a denúncia anônima feita ao Tribunal Regional Eleitoral do RJ, que teve como conseqüência o embargo das obras do projeto Cimento Social, no Morro da Providência, no Centro do Rio.
Vejamos: Uma coisa é a Justiça Eleitoral cumprir bem o seu papel de fiscalizador da propaganda extemporânea em ano de pleito eleitoral, fazendo apurar se determinado caso houve ou não abuso de poder econômico, e se constatadas tais ilegalidades, ordenar, tão somente, o recolhimento de todo o material de propaganda existente sobre tal candidato, e julgar se o mesmo deve ou não ser punido com a inelegibilidade, como reza o artigo 73, § 10, da Lei Nº 9.504/97 ( que estabelece as normas para a eleição).
Outra coisa é ver a Justiça Eleitoral extrapolar os seus limites legais, e no caso referido, embargar as obras já em andamento, ignorando as possíveis conseqüências que poderiam vir a surgir em razão desse ato precipitado.
Não podemos deixar de lembrar que tal fato acabou gerando um enorme prejuízo aos trabalhadores com carteira assinada que ficaram sem seus empregos da noite para o dia, como também àqueles moradores que, infelizmente, não conseguiram ver realizado o sonho prometido da construção final das suas casas próprias. Estima-se que cerca de 150 desempregados e 450 pessoas, das famílias deles, passarão fome com essa atitude sem precedentes.
Por fim, a recomendação que faço, e não se trata de nenhuma crítica, é para que os nossos magistrados sejam mais reservados, principalmente naqueles casos mais polêmicos e portanto mais visados pela mídia, não se deixando influenciar pelos seus atrativos holofotes.
criado por André Menna Barreto
15:07 — Arquivado em: 

Interessante sua previsão de um segundo turno entre aqueles que possuem apoio das maquinas publicas. Acho que as pesquisas estão seguindo esse rumo.
Em relação as obras embargadas no Morro da Providencia, eu preciso confessar que estamos todos profundamente desapontados com a decisão da Justiça Eleitoral. Infelizmente a voz dos mais fracos foi mais uma vez silenciada já que era do interesse de todos os residentes da providencia que suas casas fossem terminadas conforme planejado.
Marcelo
Comentário por Marcelo Crivella Filho — 1 01UTC agosto 01UTC 2008 @ 23:35